NECROSE DA CABEÇA DO FÊMUR

DEFINIÇÃO

PREVENÇÃO

DIAGNÓSTICO

TRATAMENTO

 

DEFINIÇÃO

A cabeça do fêmur é percorrida por uma rede de artérias e veias que fornecem sangue e, por seu intermédio, oxigênio, para suas células ósseas. Quando ocorre uma interrupção no fluxo de entrada ou de saída desse sangue essas células irão sofrer um processo de isquemia e necrose pela falta de oxigenação.

Não se encontra, muitas vezes, uma razão que justifique o porquê dessa interrupção no fornecimento de sangue à cabeça femoral, daí a patologia ser chamada, de necrose idiopática, ou seja, aquilo que não se conhece exatamente a causa. Ela pode ser asséptica, quando não existem germes ou fungos na cabeça necrosada, ou séptica, quando algum desses microorganismos está presente no local.

Existem algumas causas já relacionadas à enfermidade, como a ingestão de álcool, o fumo, o uso de corticosteróides (cortisona), as radiações ionizantes, a anemia falciforme, as talassemias, a leucemia, os linfomas, a Doença de Gaucher, o disbarismo (trabalho em profundidade, como o dos mineiros e mergulhadores), traumatismos, seqüelas de fraturas e luxações.

PREVENÇÃO

Ingestão de Álcool. Sabe-se que as bebidas alcoólicas podem provocar isquemia óssea, mas não existe uma relação entre a quantidade ingerida e o desencadear desse processo.
Cerca de 1% dos alcoólicos evoluem para necrose da cabeça femoral. Parece haver em algumas pessoas uma certa reação vascular ao álcool.

Cigarro. O fumo interfere na micro circulação e afeta diretamente o tecido ósseo. As fraturas em fumantes demoram mais a consolidar e há uma predisposição maior para a osteoporose entre os tabagistas, o que poderia, hipoteticamente, sugerir uma relação entre esse nocivo hábito e a necrose da cabeça femoral.

 

Quem faz uso continuado de cortisona deve conversar com seu médico sobre a possibilidade de ocorrência de uma necrose da cabeça do fêmur.

Em caso de dor persistente na virilha o paciente deverá ser orientado a procurar um especialista em quadril o mais rapidamente possível. Quando o diagnóstico de necrose da cabeça do fêmur é estabelecido logo no início do processo, tanto o tratamento tende a ser mais simples quanto seus resultados mais promissores.

DIAGNÓSTICO

Uma história de dor na virilha, associada a um dos fatores acima, pode fazer pensar nessa patologia. Na maioria dos casos, porém, não há uma causa identificável e a enfermidade passa a ser denominada Necrose Avascular Asséptica Idiopática. A doença costuma acometer os dois lados em cerca de 30 a 40% dos casos.
A radiografia na fase inicial pode não evidenciar alterações na cabeça femoral, não devendo, portanto, ser utilizada isoladamente como método de imagem quando se suspeitar desse diagnóstico.

A ressonância magnética é o exame mais sensível para se identificar um caso de necrose da cabeça femoral, especialmente nos estágios iniciais da doença. Outros exames que auxiliam o diagnóstico são a tomografia computadorizada e a cintilografia óssea.

TRATAMENTO

A conduta terapêutica é estabelecida em função da gravidade da lesão ou de uma seqüela porventura existente e pode variar bastante.

O repouso da articulação e a restrição de apoio do membro inferior afetado parecem frear o processo de necrose e ativar a circulação local, mas não deve ser eleito como único método de tratamento.

Existem cirurgias para descompressão da cabeça femoral que, ao reduzir a pressão sanguínea em seu interior, provocam um alívio da dor em 50% dos casos, desde que ainda não tenha ocorrido um colapso e achatamento do local.

Quando já houve colapso mas ainda não se instalou uma artrose pode se fazer a retirada do osso morto e sua substituição por osso vivo. Existem inúmeras técnicas descritas e cada especialista tem as suas preferidas.

Havendo colapso e redução do espaço articular com artrose está indicada uma cirurgia para colocação de prótese, que irá possibilitar um retorno às atividades físicas, o alívio da dor e a melhoria da qualidade de vida.

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