PRÓTESES NÃO CIMENTADAS
É aquela prótese que, depois de colocada, permite
que o tecido ósseo circunvizinho cresça em sua direção,
criando a chamada fixação biológica.

O titânio, material utilizado na confecção
dessas próteses, devido à sua estrutura trabeculada,
permite a penetração do tecido ósseo para o
seu interior, criando uma fixação rígida que
dispensa o uso do cimento.
São usadas como opção para ossos mais jovens
e de boa qualidade, evitando os problemas de afrouxamento que podem
ocorrer com a utilização do cimento.
Exigem maior precisão tanto no processo de fabricação
quanto no de colocação dos componentes e a falha em
uma dessas duas etapas poderá ocasionar problemas de soltura.
Metalose é o termo médico que descreve a reação
causada no organismo por partículas de titânio liberadas
pela prótese. Da mesma forma que as partículas das
próteses de polietileno, elas poderão provocar um
processo inflamatório que acabará por desprender o
implante do osso. Células denominadas macrófagos irão
englobar essas partículas e formar uma massa escura que,
muitas vezes, pode até ser confundida com um tumor, de tão
grande.
Press-fit é a palavra que define a fixação
sob pressão inicial, realizada com o objetivo de prender
a prótese firmemente ao osso, o que irá permitir sua
fixação biológica. As próteses não
cimentadas exigem uma técnica de colocação
extremamente precisa.

É necessário remover completamente a cartilagem comprometida
do acetábulo até se chegar ao tecido ósseo
adjacente. É preciso que haja contato direto entre o titânio
e o osso.

A prótese deve ser firmemente impactada no interior de um
acetábulo previamente preparado, de forma a promover um perfeito
contato entre o metal e o osso. A colocação correta
do componente acetabular deve conferir estabilidade ao implante
e permitir que o crescimento ósseo complemente essa fixação.
Quando há dúvida sobre a estabilidade futura, pode-se
acrescentar parafusos de titânio ao componente acetabular
com a finalidade de aumentar sua estabilidade e evitar que a prótese
venha a se soltar.

O componente femoral também deve ser introduzido de forma
a permitir um contato perfeito entre a prótese e o canal
existente no interior do fêmur. Caso o cirurgião não
esteja satisfeito com a estabilidade desse implante ou o osso femoral
seja de baixa qualidade, poderá optar por fixar esse componente
com cimento. Nestes casos, a fixação será chamada
de híbrida, pois o implante da bacia será sem
e o do fêmur com cimento.
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