Fraturas Trocanterianas
DEFINIÇÃO
É uma fratura localizada logo abaixo do colo do fêmur
e que pode apresentar uma grande fragmentação óssea.
Geralmente afeta pessoas muito idosas e a maneira como o osso quebra
impede que elas possam se sentar ou movimentar no leito, com conseqüências
danosas para o organismo. Essa imobilidade poderá provocar
o acúmulo de secreção nos pulmões, levando
a pneumonias. Há redução do fluxo de sangue
nas veias das pernas, podendo ocasionar trombose, que é a
formação de coágulos no interior das veias.
Esses coágulos, ao se desprender e entrar na circulação,
podem obstruir uma artéria do coração, cérebro
ou pulmão e levar o paciente a um quadro grave.
DIAGNÓSTICO
Essas fraturas acontecem, na imensa maioria das vezes, após
uma queda com impacto sobre o solo. O pé do lado atingido
fica totalmente rodado para fora, o membro fraturado apresenta-se
encurtado e com a região do quadril deformada. O paciente
refere uma dor intensa no local da fratura e não consegue
andar. O diagnóstico é feito por radiografias simples
da bacia.
TRATAMENTO
O tratamento é sempre cirúrgico. Naqueles casos em
que, por qualquer razão, o paciente não possa ou queira
ser operado, a evolução não será boa.
A imobilidade prolongada no leito poderá provocar o surgimento
de escaras (feridas), pneumonia, trombose e outras complicações
que elevarão bastante o risco de vida.
O objetivo da cirurgia é fixar a fratura, aliviando a dor
e permitindo a mobilização do paciente no leito ou
cadeira até que a fratura se consolide, o que costuma acontecer,
em média, em um prazo de quatro meses. Existem diversos sistemas
de fixação do osso, desde as placas e parafusos até
as hastes colocadas no interior do fêmur, assim como as próteses.
Para saber tudo sobre próteses, basta clicar nos links sobre
este tema: pessoas até 50
anos, pessoas de 50 até
70 anos, pessoas acima de
70 anos, próteses
cimentadas, próteses
não cimentadas e substituição
de próteses.
Há uma tendência de se realizar a cirurgia para colocação
de implantes hoje em dia, através de pequenas incisões,
o que permite uma recuperação mais rápida e
com menos dor no pós-operatório.
PREVENÇÃO
A melhor maneira de se prevenir as fraturas relacionadas à
osteoporose é praticar uma alimentação balanceada
e rica em cálcio, realizar atividades físicas em que
os pés, calçados, toquem no solo (caminhada, ginástica
e dança) e expor a pele aos primeiros ou últimos raios
de sol do dia se não houver contra-indicações
de razão dermatológica. Além disso, manter-se
afastado dos vilões, substâncias que retiram cálcio
do esqueleto como a cafeína (café comum, chás
preto e mate, chimarrão, refrigerantes diet), nicotina (cigarro,
charuto e cachimbo) e bebidas alcoólicas.
Recomendam-se medidas de prevenção das quedas, que
geralmente ocorrem em casa, à noite, no trajeto entre o quarto,
o banheiro e a cozinha.
Mudanças na Estrutura
Física da Casa
- Retirar móveis baixos como mesinhas de centro, aparadores
com pés proeminentes, tapetes, tacos soltos, degraus desnecessários,
trocar pisos escorregadios.
- No banheiro, colocar corrimão dentro do box e usar pisos
e tapetes antiderrapantes. Para os mais idosos ou com problemas
de equilíbrio é aconselhável tomar banho
sentados em bancos colocados no interior do box ou banheira.
- Manter sempre uma iluminação à noite no
quarto e no caminho até o banheiro, para não ter
de andar no escuro.
- Retirar do trajeto quarto-banheiro todos os objetos que possam
provocar tropeções e quedas, como fios elétricos
e de telefone, calçados, tapetes soltos e brinquedos dos
netinhos.
- Se o piso do quarto for escorregadio, evitar dormir com meias.
- Usar bengalas de apoio se for sujeito a tonteiras.
A conscientização do próprio
idoso e dos familiares diminui muito o risco de quedas. Prevenindo-se
a queda previne-se também a fratura !
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