LEGG-PERTHES
DEFINIÇÃO
Também conhecida como Doença de Legg-Calvé-Perthes
é caracterizada pela necrose da cabeça femoral durante
sua fase de crescimento. Tem este nome em homenagem aos médicos
que, no início do século XX, utilizaram em suas pesquisas
um exame recém inventado e que, de tão revolucionário,
permitia ver o interior dos ossos. Esse exame foi chamado de Radiografia
por seu criador, o cientista Roengten, pois utilizava os raios X.
Arthur Legg, de Boston, EUA, Jaques Calvé, da França,
e George Perthes, de Tubingen, Alemanha, chamaram para si a primeira
descrição desta doença no ano de 1909 e, na
impossibilidade de saber qual deles havia sido realmente o primeiro,
nada mais democrático e justo do que batizá-la com
o nome dos três.
Sua causa ainda permanece indefinida, mas sabe-se que há
predisposição em crianças que apresentam um
atraso na maturação do esqueleto. A incidência
em meninos é quatro vezes maior que em meninas. Sua prevalência
é de 1 para cada 4750 nascidos vivos. A idade mais atingida
varia dos 2 aos 12 anos, sendo a maioria entre 4 e 8 anos. Sabe-se
que, quanto mais velha for a criança, pior será o
prognóstico. Aproximadamente 10 a 12% dos casos acometem
os dois quadris e 10% possuem um caráter familiar.
Sinovite Transitória
- É uma inflamação na articulação
do quadril que pode ter distintas causas, sendo que 4% dos pacientes
com essa patologia desenvolvem a doença de Legg-Calvé-Perthes.
(Mukamel et al. Clin.Paediatric.1986;6:11-7)
Outras causas - Anemia
Falciforme, Talassemia, Leucemias, Linfoma, Hemofilia.
Vários trabalhos científicos demonstraram que pode
haver uma obstrução no fluxo de sangue arterial que
chega ou no venoso que sai da cabeça femoral. Em ambos os
casos existe um sofrimento das células locais, que deixam
de receber o sangue oxigenado e acabam morrendo.
DIAGNÓSTICO
O paciente queixa-se de dor no quadril, na virilha e na face interna
da coxa, que pode descer até o joelho. Geralmente, não
consegue andar direito e apresenta marcha claudicante. Algumas crianças
só têm dor no joelho e marcha claudicante.
A radiografia comum da bacia é o exame que serve como base
para o diagnóstico. Quando há dúvidas, nas
fases iniciais da doença, a Ressonância Magnética
auxilia a evidenciar alterações esqueléticas
mais precoces.
TRATAMENTO
Independente do estágio da doença, mais de 50% dos
casos evoluem bem sem nenhum tipo de tratamento específico,
devendo-se observar somente o repouso absoluto no leito, em casa,
e nenhum tipo de apoio do membro inferior no solo, por pelo menos
1 mês.
Outros tipos de tratamento, que estão diretamente ligados
ao tipo de lesão e à idade da criança, podem
ser as imobilizações gessadas ou os tutores que objetivem
manter o membro inferior sem carga e em uma posição
que permita à cabeça permanecer centrada no interior
do quadril. Existem técnicas cirúrgicas para correção
de deformidades da cabeça, todas procurando mantê-la
centrada e encoberta pelo acetábulo.
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| Aparelho de imobilização
gessada pelvi-podálico |
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| Tutores |
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