Fraturas do Colo do Fêmur
DEFINIÇÃO
A fratura do colo do fêmur ocorre na junção
da cabeça, que tem a forma de uma esfera, com a parte cilíndrica
desse osso. O colo do fêmur pode ser considerado uma espécie
de pescoço que sustenta a cabeça e que, por apresentar-se
em uma posição inclinada, precisa suportar todo o
peso do corpo. Quando há um enfraquecimento nessa delicada
área do fêmur, como na osteoporose, o osso fica mais
frágil e predisposto às fraturas, que são mais
comuns em idosos e em pessoas do sexo feminino. É uma situação
grave com grande chance de levar à morte se não for
tratada adequadamente. Dados da OMS (Organização Mundial
de Saúde) mostram uma taxa de mortalidade de 25% no primeiro
ano após a fratura. Isso significa que, de cada quatro pessoas
que quebram o colo do fêmur, uma poderá vir a falecer
nos doze meses subseqüentes ao trauma.
DIAGNÓSTICO
Normalmente existe uma história de traumatismo, como uma
queda, muitas vezes banal, que para uma pessoa jovem não
traria maiores conseqüências.
O paciente se queixa de dor muito forte no quadril, não
consegue mais andar e, quando deitado, o pé do lado afetado
poderá se apresentar em posição de rotação
externa. Quando ocorre desvio dos fragmentos fraturados o membro
inferior esquerdo poderá apresentar-se encurtado. Se a fratura
for incompleta ou sem desvio a dor não será tão
intensa e a pessoa, muitas vezes, até conseguirá andar,
ainda que com dificuldade. Só que, ao apoiar o peso do corpo
no quadril fraturado, poderá ocorrer um desvio no foco de
fratura, impedindo-a de continuar andando e aumentando a intensidade
da dor. Algumas fraturas do colo do fêmur incompletas e sem
desvio não conseguem ser visualizadas nas radiografias simples,
sendo necessária a realização de ressonância
magnética para se chegar ao diagnóstico.
TRATAMENTO
Nas fraturas sem desvio preconiza-se a fixação com
parafusos metálicos com a finalidade de manter o osso estabilizado
e permitir sua consolidação. O tempo médio
para a consolidação de uma fratura desse tipo oscila
entre 60 e 120 dias. Quando há desvio dos fragmentos indica-se
a correção desse desvio e a fixação
do osso fraturado com parafusos metálicos para os pacientes
de até 70 anos e a prótese
de quadril para pacientes com mais de 70 anos.
SEQÜELAS
Necrose da cabeça do fêmur, por interrupção
do fluxo sanguíneo em função de lesão
nas artérias que passam junto ao foco de fratura, como mostra
a ilustração abaixo.

Pseudo-artrose, que vem a ser a falta de consolidação
da fratura, o que irá ocasionar mobilidade no local do foco,
acompanhada por dor na virilha e encurtamento do membro inferior.
Artrose do quadril, algumas vezes
como conseqüência do tratamento cirúrgico em que
as extremidades dos parafusos, por reabsorção óssea
do colo do fêmur, penetraram na articulação
e provocaram lesões na superfície cartilaginosa do
acetábulo.

|